sábado, 31 de agosto de 2013

O jovem rico.


O mancebo de qualidade
Mateus.19:16-30 

18 E perguntou-lhe um dos principais: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?

19 Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus.


20 Sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe.

21 Replicou o homem: Tudo isso tenho guardado desde a minha juventude.

22 Quando Jesus ouviu isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens e reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me.

23 Mas, ouvindo ele isso, encheu-se de tristeza; porque era muito rico.

24 E Jesus, vendo-o assim, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!

25 Pois é mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.

26 Então os que ouviram isso disseram: Quem pode, então, ser salvo?

27 Respondeu-lhes: As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus.

28 Disse-lhe Pedro: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos.

29 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou pais, ou filhos, por amor do reino de Deus,

30 que não haja de receber no presente muito mais, e no mundo vindouro a vida eterna.

Quando Jesus fala com o jovem rico certamente ali estava um homem que colocava toda a sua esperança em seu dinheiro.
Ele era jovem não somente na sua idade mas também em sua maturidade espiritual.
Mas ainda assim já havia os princípios básicos da verdadeira sabedoria, que se baseia no amor.
No entanto essa sabedoria não pode e não tem como estar firmada nas coisas criadas pelo homem.
Mesmo que o homem faça caridades com seu dinheiro esse dinheiro não passa de um simples instrumento, não muito diferente de uma enxada ou qualquer outra ferramenta criada por suas mãos.
Não passa de algo criado, mesmo sendo o meio pelo qual nós compramos nossos mantimentos e praticamente seguramos nossas vidas, ele não passa de uma luva quando colocada em nossas mãos para nos proteger do frio, do tipo de trabalho ou do esporte realizado .
Você trabalha sem a luva mas não sem a mão, certamente você ira preferir perder a luva ao invés da mão.
Mas na verdade quando esta comparação é feita pode-se imaginar você e sua família no lugar da mão e o seu dinheiro no lugar da luva, ele é útil quando o protege e supre suas necessidades, no entanto imagine você vivendo o resto de sua vida sem tirar esta luva de sua mão, ela ira suar, ficar sem a luz do sol, sem sentir o vento e a água para a limpeza.
Ira cheirar mal e certamente pegara doenças e as primeiras vitimas provavelmente serão os dedos que com certeza podem representar os membros de sua família ( seus filhos ) correra o risco de até mesmo perde-los.
Sua pele nunca mais poderá respirar e com o tempo ficara tão sensível que o medo de perder esta luva ou dela tornar-se mais fina e frágil (a ponto de rasgar-se em seu trabalho por exemplo) ira tomar conta de sua mente.
Assim é o dinheiro, ele pode proteger e ajudar em seu trabalho no entanto ele pode sufocar, destruir e fazer você e sua família perderem a salvação.
Pode parecer estranho para alguns mas onde há um pouco da verdadeira sabedoria certamente haverá entendimento.
Você senta a mesa para jantar usando a luva com a qual dirige a moto ou trabalha como pedreiro, dentista, medico, açougueiro ou carpinteiro e serralheiro por exemplo?
Até mesmo em seus serviços estes profissionais tiram a luva para cumprimentar alguém.
Nós precisamos aprender a tirar o dinheiro de nosso coração e colocá-lo em seu devido lugar, como algo criado, produzido e guiado por nós e não ao contrario onde ele nos domina.
Nós devemos lutar para o nosso sentimento e comportamento não serem dominados
pelo dinheiro e pelo mundo criado pelo homem e sim nos esforçarmos para que o amor de Deus reine
em nossa vida dominando cada pensamento e cada palavra com sua infinita sabedoria.
Nós devemos olhar para a necessidade de nosso próximo e não para o que ele tem, pois há muitos que
são ricos materialmente mas extremamente pobres espiritualmente.
Quanto mais o amor do mundo e ao dinheiro esta próximo de nosso coração mais pobres nos ficamos.
E pobre no sentido verdadeiro do termo.
Pois Deus nos criou para darmos frutos para Ele (como uma arvore mesmo Ele chega a nos comparar)
no entanto esse fruto não é as coisas que nós criamos para nos gloriarmos diante do homem.
Mas sim as atitudes e sentimentos que nos faz ficarmos cada vez mais semelhantes a Ele.
Tudo que ao pó da terra ira voltar para Deus não tem importância, porque sua visão esta muito alem
da nossa.
É com nossas atitudes, sentimentos e amor que ele verdadeiramente se importa.
A verdadeira riqueza são os sentimentos que a nossa alma guarda para o grande dia do encontro com
o Senhor.
E não a miséria das emoções passageiras deste mundo de trevas espirituais.
A verdadeira emoção é o nosso coração ardendo cheio do amor de Deus quando ajudamos o nosso
próximo tanto materialmente como espiritualmente.
É esse amor que deve guiar a nossa vida para a verdadeira sabedoria e gloria eterna.

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